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03/12/2009

Novela premiada deu mau exemplo, avalia especialista


A novela Caminho das Índias, transmitida pela TV Globo em 2009, levou o prêmio Emmy Internacional na categoria Melhor Telenovela. O anúncio foi feito na última semana do mês de novembro. A atração ficou marcada, porém, por pelo menos um aspecto negativo.

O personagem César, interpretado por Antonio Calloni, era um advogado que incentivava clientes a forjar acidentes e perder partes do corpo para obter indenizações. As cenas chocaram quem vive o dia-a-dia da Segurança do Trabalho.

Para o diretor da Medset, Luciano Oliveira da Silva, um empregado que se submete a isso não tem amor à própria vida. “Nós condenamos essa prática. É contra tudo o que pregamos. A pessoa que comete esse crime não está na sua razão”, afirma.

Silva lembra que a tentativa de amputar uma parte do corpo pode gerar problemas ainda mais graves, como morte. O assunto foi levantado pela edição de novembro da revista Proteção. O veículo destacou que o advogado não foi punido no final da trama.

“Há casos de empregados que ficaram sem um membro e sem a indenização. Foram descobertos pela seguradora e ainda tiveram que pagar por danos morais”, alerta o diretor.

27/11/2009

Ações regressivas

Mais uma dica da revista Proteção de novembro:

Com o intuito de ajuizar e acompanhar na Justiça Federal centenas de ações regressivas da Previdência Social contra empresas que não cumprem com as normas de Segurança e Saúde no Trabalho, a AGU (Advocacia-Geral da União) designou um procurador para cada uma das 140 unidades da Procuradoria-Geral Federal do País.

Essa ação, que vem sendo realizada desde dezembro do ano passado, visa compensar os gastos originados por indenizações do INSS pagas a segurados por doença profissional ou acidentes de trabalho. Para isso, o INSS precisará provar que o trabalhador se acidentou ou contraiu doença profissional por negligência do empregador.

De acordo com a advogada do Setor Jurídico do Sinduscon-SP, Rosilene Carvalho Santos, essa medida está prevista no artigo 120 da Lei n° 8.213/91: “Nos casos de negligência quanto às normas, padrão de segurança e higiene do trabalho indicados para a proteção individual e coletiva , a Previdência Social proporá ação regressiva contra os responsáveis”.

Pelo menos 479 processos sobre o assunto estão em andamento no País.

09/11/2009

Dar de beber para vítima de acidente é erro

Vítimas de acidente geralmente ficam com a boca seca. Segundo a socorrista Roberta Gerhardt, isso ocorre porque o cérebro percebe que o corpo está a perder líquido e manda sinais para que a pessoa faça a devida reposição.

No entanto, dar de beber para a vítima é uma atitude equivocada. “O socorro vai apenas molhar um algodão ou uma gaze esterilizada e colocar nos lábios. Ou ainda procurar tirar a atenção do acidentado, conversar com ele, até a condução para o hospital”, explica.

Em local adequado, o ferido vai receber soro, o que resolverá o problema. Esse alerta é necessário porque muitos leigos atendem ao pedido da vítima. Isso pode causar graves consequências. “Oferecem refrigerante, suco de caixinha, até cerveja”, diz Roberta.

A socorrista afirma que bebidas alcoólicas são dadas porque as pessoas acreditam que isso vai, de certa forma, “anestesiar” o ferido, o que poderia atenuar a dor. No entanto, essa crença não tem fundamento. “Quando ingerimos algo, o sistema circulatório trabalha com mais velocidade. Isso quer dizer que o acidentado vai perder ainda mais sangue”, orienta.

À medida que não se ingere nada, a tendência é que o organismo ganhe estabilidade.

20/10/2009

Retirar capacete pode prejudicar vítima

Ajudar uma vítima de acidente é a primeira reação de alguém que se depara em uma situação como essa. No entanto, é comum que a tentativa de ajudar gere um problema ainda maior para quem sofreu uma colisão.

Um grande exemplo são os motociclistas. O correto é não mexer na vítima até o que o socorro especializado chegue. Algumas pessoas, no calor da hora, tiram o capacete do acidentado.

Segundo a socorrista Roberta Gerhardt, essa atitude, que num primeiro momento parece inofensiva, pode deixar o motociclista paralítico. "É possível apenas abrir a viseira para que a vítima possa respirar", informa.